Análise

Impressora 3D Elegoo Centauri Carbon: análise 2026

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A impressora 3D Elegoo Centauri Carbon vale a pena para quem vai imprimir ABS, ASA ou filamento com fibra de carbono, e é a máquina fechada mais em conta do Brasil em 2026. Ela já vem com a caixa em volta que esses plásticos exigem, imprime peça de até 256 mm de lado e sai entre R$ 3.900 e R$ 4.600 em julho de 2026. Na nossa avaliação ela tirou 9,0.

A impressora 3D Elegoo Centauri Carbon vale a pena?

Até pouco tempo atrás, máquina fechada com mesa de 256 mm era item de categoria bem mais alta. Essa é a única coisa que essa máquina faz e nenhuma outra da faixa dela faz — e é uma coisa só, o que torna a recomendação dela mais estreita e mais fácil que a das outras deste site.

Ela não é a mais fácil de usar nem a mais bem acabada da lista. Ela é a única abaixo de R$ 4.600 que já vem com a estrutura fechada que ABS e ASA precisam para não entortar. Se você sabe que vai imprimir esses plásticos, ou peça com fibra de carbono, essa é a compra, porque dentro dessa faixa não existe concorrente direto no Brasil hoje.

Se ainda está decidindo, fica: tem duas coisas aqui que o anúncio não conta. Qual é a peça de desgaste dela, em que altura da vida ela cobra atenção e como se antecipar por pouco dinheiro. E o que a voltagem da sua casa muda — e o que ela não muda — no que a máquina entrega.

Nº 6 · Melhor fechada até R$ 5.000Preço checado em jul/26
Impressora 3D Elegoo Centauri Carbon

Elegoo Centauri Carbon

9,0/10nossa nota

Câmara fechada de fábrica por bem menos do que essa categoria costumava custar.

  • Fechada de fábrica
  • 256 mm
  • ABS, ASA e fibra
  • CoreXY
Disponível
Vai te conquistar

Imprime ABS, ASA e compostos com fibra sem adaptação · a peça gruda na mesa como deveria, segundo quem migrou de Ender · calibração que funciona sem briga · marca com operação oficial no Brasil

O que incomoda

O sensor de pressão do nivelamento quebra depois de algumas centenas de horas e a reposição demora · software menos maduro · sem aplicativo de celular · imprime em uma cor só

Pra quem NÃO é: Quem quer multicor de fábrica (veja a AD5X) e quem faz questão de aplicativo de celular maduro.

  • Facilidade8,9
  • Qualidade de impressão9,1
  • Confiabilidade e suporte8,1
  • Capacidade9,7
  • Custo-benefício9,0

Comprando por aqui, recebemos comissão. Você não paga nada a mais, e nenhuma marca paga para aparecer neste ranking.

Cuidado com o nome antes de clicar: duas máquinas diferentes dividem quase a mesma etiqueta. Esta análise é da Centauri Carbon, que imprime uma cor por vez. Existe também a Centauri Carbon 2, que é a sucessora e tem um sistema próprio de troca de cores. São máquinas distintas, com preços distintos, e o painel de resultados do Google mistura as duas com uma terceira, a Neptune, que é de outra linha. Explico a diferença inteira mais abaixo.

Neste guia

O que a impressora 3D Elegoo Centauri Carbon faz

A diferença entre ela e as máquinas mais baratas não está no que ela faz. Está em onde ela faz.

Ela derrete um fio de plástico e vai desenhando a sua peça no ar, uma camada sobre a outra, até o objeto existir. O fio vem em rolo, o desenho vem de um arquivo que você manda do computador, e você volta umas horas depois com uma peça na mão. Nisso ela é igual a qualquer outra impressora de filamento.

O que muda é que a peça nasce dentro de uma caixa fechada, com porta de vidro e tampa. Isso parece detalhe de acabamento e é a razão de ela existir. Plástico duro do tipo ABS e ASA, aquele de peça que vai pegar sol no painel do carro ou calor perto do motor, encolhe bastante quando esfria. Numa máquina aberta, um vento frio da janela bate num lado da peça enquanto o outro lado ainda está quente, os dois lados encolhem em ritmos diferentes e você volta duas horas depois para encontrar a peça descolada da mesa ou rachada bem no meio, com uma fenda entre as camadas. Fechada, o calor que a própria máquina produz fica preso ali dentro e a peça esfria devagar e por igual.

A outra coisa que ela faz e as concorrentes da faixa não fazem é aceitar filamento com fibra de carbono sem você trocar nada. É plástico com fiapo de fibra picada dentro, bem mais rígido, e é de onde vem o nome dela. Falo do que isso significa na prática numa seção só sobre esse assunto, porque tem uma pegadinha.

Cor é o que ela não faz. Uma peça, uma cor, e não existe acessório oficial que mude isso. Quem quer peça colorida está olhando a máquina errada.

A câmara fechada resolve o ABS de verdade?

Resolve, com um limite que quase nenhum anúncio te conta e que muda o que você pode esperar dela.

A câmara dela é fechada, mas não é aquecida. Não existe uma resistência ali dentro cuidando da temperatura do ar. O calor que enche aquele espaço vem quase todo da mesa, que sobe até 110 °C, mais um pouco dos motores. Na prática funciona: numa impressão longa de ABS o ar lá dentro passa dos 40 °C, e é o suficiente para a peça esfriar devagar e não rachar. Quem imprime esses plásticos com ela relata resultado bom, e o costume da comunidade é deixar a mesa aquecendo uns 20 a 30 minutos antes de começar, só para o ar em volta subir junto.

Onde o limite aparece: peça grande de policarbonato, que é plástico ainda mais exigente, empena mesmo assim. Aí não tem jeito, o ar quente não é quente o bastante. Se PC grande é o seu plano, essa não é a máquina.

E tem o inverso, que ninguém espera: para PLA, a caixa fechada atrapalha. PLA gosta de esfriar rápido, e com a tampa fechada numa peça longa o ar esquenta demais e a peça sai com aquele aspecto derretido nos cantos. A solução é boba e você vai usar sempre: tira a tampa de cima quando for imprimir PLA. Vale saber disso antes, porque é o tipo de coisa que faz o iniciante achar que comprou máquina ruim na primeira semana.

Vale entender o que a caixa realmente faz, porque isso explica os dois parágrafos acima de uma vez. Ela não serve para esquentar a peça: serve para tirar a corrente de ar da equação. Plástico que encolhe ao esfriar só racha quando duas partes da mesma peça esfriam em ritmos diferentes, e o que produz essa diferença é o ar se movendo. Basta o ar ficar parado e morno em volta para o problema sumir, e é exatamente isso que uma caixa passiva entrega — sem resistência nenhuma, só parando o vento.

É também por isso que a caixa de papelão improvisada em volta de máquina aberta funciona às vezes e às vezes não: ela para o vento, mas deixa o calor vazar por cima, então o topo da peça esfria mais rápido que a base e a fenda aparece na metade de cima.

Elegoo Centauri Carbon é boa? O que quem tem uma relata

É a pergunta que mais aparece no Google sobre ela, e a resposta tem duas metades, porque os donos elogiam e reclamam de coisas diferentes.

A metade boa é forte e vem principalmente de quem trocou uma Creality Ender por ela. O elogio que se repete é sobre a peça grudar na mesa: gente que passou anos ajustando uma Ender conta que aqui a primeira camada simplesmente cola, sem ritual, sem cola em bastão, sem folha de papel embaixo do bico. Um dono resume que é dez vezes mais fácil que a Ender, principalmente nisso. Outro, depois de quatro anos ajustando a máquina antiga, diz que não conseguiria voltar. E tem um relato de cerca de mil horas de uso sem dor de cabeça, que é o tipo de número que interessa de verdade quando se fala de máquina.

Do outro lado ficam três queixas, e nenhuma delas é pequena. O sensor que mede a mesa quebra, e isso tem seção própria aqui embaixo. O programa da Elegoo que prepara o arquivo é menos maduro que o das concorrentes, com donos relatando que ele engasga em recurso mais novo. E ela não tem aplicativo de celular. Num mercado em que a máquina rival avisa no seu bolso que a peça acabou, essa falta incomoda mais do que parece no papel.

Uma ressalva sobre a força dessa evidência, porque prefiro te contar do que deixar você descobrir depois: essa máquina é recente. O material de dono que existe hoje cobre bem os primeiros meses e o primeiro milhar de horas, e não existe ainda o relato de três anos de uso que a gente tem de máquinas mais antigas. Por isso a nota dela em confiabilidade é 8,1, a mais baixa do nosso ranking. Não é castigo, é a evidência que existe.

Centauri Carbon 1 ou 2? São máquinas diferentes

Presta atenção nesta seção, porque é aqui que se compra errado. E não é culpa do comprador: o painel de produto do próprio Google, naquela caixa que aparece à direita dos resultados, mistura as duas máquinas e ainda joga no meio uma Elegoo Neptune, que é de outra linha inteira.

A Centauri Carbon, que é a desta análise, imprime uma cor por vez. É a máquina de 2025 que derrubou o preço da categoria fechada e continua sendo vendida.

A Centauri Carbon 2 é a sucessora. A diferença que importa é o sistema de troca de cores próprio dela, chamado CANVAS, que gerencia vários rolos e faz peça de até quatro cores numa impressão só. Ela custa mais, e o preço dela tem oscilado bastante de uma semana para a outra nos anúncios de julho de 2026, o que já é um sinal de máquina recém-chegada.

Como não errar na hora de clicar: procure o número 2 no nome do anúncio e a palavra CANVAS na descrição. Se os dois não estiverem lá, é a Centauri Carbon, a desta página. É bom saber também que a palavra “Combo” nos anúncios da linha quase sempre indica a segunda máquina com o sistema de cores junto. Não é pacote de brindes, é outra impressora.

Qual das duas eu recomendo? Para quem vai imprimir peça técnica, ferramenta, suporte, peça de reposição, a primeira. É o mesmo tamanho de mesa, a mesma câmara fechada, e o dinheiro que sobra compra vários rolos de filamento bom. A segunda faz sentido só se peça colorida for o objetivo, e nesse caso vale comparar antes com as máquinas que já nascem multicor, que custam menos. A segunda também é máquina nova demais para ter relato de dono acumulado, e isso conta.

Qual impressora 3D imprime em fibra de carbono?

Aqui tem uma confusão que o nome da máquina causa e que vale desfazer antes de você gastar dinheiro esperando a coisa errada.

Filamento com fibra de carbono é plástico comum, normalmente PLA, PETG ou ASA, com fiapos curtos de fibra misturados dentro. A peça sai mais rígida, empena menos e tem aquele acabamento fosco meio granulado que muita gente acha bonito. O que ele não é: peça de fibra de carbono de verdade, aquela trançada de bicicleta e de carro de corrida. Essa é feita de outro jeito, em outro processo, e nenhuma impressora dessas faz.

Para imprimir esse filamento a máquina precisa de duas coisas. A primeira é bico resistente. Fibra é abrasiva e vai limando o furo do bico por dentro a cada metro que passa: a documentação da Prusa é direta ao dizer que fibra de carbono, vidro e kevlar são altamente abrasivas e exigem bico endurecido. Em bico de latão, que é o que a maioria das máquinas traz, o furo aumenta em poucos rolos e a peça começa a sair com a parede errada sem você entender por quê. A Centauri Carbon já sai de fábrica com bico de duas ligas, latão por fora e aço na ponta, exatamente para isso.

A segunda é a câmara fechada, quando a fibra estiver dentro de um plástico que entorta, como o ASA. Fibra dentro de PLA você imprime em máquina aberta sem drama, desde que troque o bico.

Então respondendo a pergunta em uma frase: imprime fibra de carbono a máquina que tem bico de aço e, dependendo do plástico, a caixa em volta. A vantagem dela é não te cobrar nenhuma dessas duas coisas à parte.

Ficha técnica da impressora 3D Elegoo Centauri Carbon

Cada número abaixo vem com a consequência dele na sua bancada.

Especificação O número O que isso quer dizer na prática
Área de impressão 256 × 256 × 256 mm Cabe um capacete de cosplay inteiro, sem cortar. Ou seis peças médias de uma vez
Estrutura Fechada, porta de vidro O calor fica preso lá dentro, e é isso que faz ABS e ASA saírem inteiros
Câmara aquecida Não tem O calor vem da mesa e não de um aquecedor próprio. Importa, e explico na seção da câmara
Movimento CoreXY É o desenho de movimento em que a mesa só sobe e desce e o bico corre nos dois lados. Menos peso sacudindo, peça mais limpa em velocidade alta
Bico Até 320 °C, latão com aço A ponta que derrete o plástico. O aço é o que aguenta filamento com fibra
Mesa Até 110 °C, aquecida por corrente alternada Chega na temperatura de ABS rápido. E é o item que a voltagem da sua casa muda
Superfície da mesa Placa de PEI texturizada A chapa onde a peça gruda. É a que os donos elogiam e dispensa troca
Nivelamento Automático, 121 pontos A regulagem chata que fazia iniciante desistir, ela faz sozinha
Materiais PLA, PETG, TPU, ABS, ASA e compostos com fibra Cobre de brinquedo a peça técnica. PC e PA entram com ressalva
Troca de cor Não tem Uma cor por impressão. Multicor é a outra máquina da linha
Ruído declarado Abaixo de 50 dB Conversa em voz normal. A caixa fechada abafa bastante
Peso 17,5 kg Não é de sair carregando. Escolha o lugar antes de montar
Alimentação 100 a 240 V Liga em qualquer tomada do Brasil sem chave nem transformador

Os 256 mm são o número que mais muda a sua vida e vale entender por quê. Comparando com uma máquina de 220 mm, que é o tamanho comum na faixa de entrada, a conta não é de lado, é de área: 256 dá cerca de 35% mais espaço de mesa. Peça que sairia em duas partes coladas sai inteira, e peça grande de uma vez é justamente o que gente que imprime ABS costuma querer.

Interior da impressora 3D Elegoo Centauri Carbon com a porta aberta, o cubo de 256 mm de área de impressão em destaque e o rolo de filamento na lateral

O cubo azul é o espaço que você tem para trabalhar: 256 mm em cada direção, do fundo até a porta de vidro. Em cima, o bloco cinza que corre de um lado para o outro é o conjunto do bico, a parte que derrete o plástico. O rolo de filamento fica pendurado do lado de fora, e não vem na caixa. Imagem de divulgação da Elegoo.

Sobre a velocidade, os 500 mm/s do catálogo e a aceleração de 20.000 mm/s² merecem uma explicação que vale para qualquer marca. Esse é o pico que o motor alcança correndo em linha reta, sem estar depositando plástico. O que limita a peça de verdade é quanto plástico o bico consegue derreter por segundo, e esse teto é bem mais baixo. Conte com algo perto da metade do número do catálogo se quiser peça bem acabada. É por isso que nós não pontuamos velocidade em nenhuma avaliação deste site.

O sensor de nivelamento que quebra, e o que fazer com isso

Vou te contar a parte que a página do fabricante não conta, porque metade da informação é pior que nenhuma e você merece decidir sabendo.

O nivelamento dela funciona por pressão. Em vez de um sensor que chega perto da mesa e mede a distância sem tocar, o bico encosta na chapa em 121 pontos, e uns sensorezinhos por baixo da mesa sentem o toque. É um jeito preciso de medir, e é o que faz a primeira camada dela colar tão bem quanto os donos dizem.

O problema documentado é que esses sensores falham. O relato mais detalhado que encontrei fala em torno de 236 horas de uso, e o sintoma é característico: a máquina deixa de perceber o toque, o bico continua descendo e raspa a chapa. Você escuta, e é um som ruim. Quando isso aparece, não é sujeira nem ajuste, é peça.

A boa notícia é que se trata de peça de reposição barata, e o próprio fabricante publica o passo a passo oficial de como trocar o sensor de nivelamento da mesa. Você não depende de assistência técnica para isso. A parte ruim é a que os donos reclamam: a reposição demora a chegar. O suporte manda, mas você espera.

Meu conselho prático: se você comprar essa máquina, compre um sensor de reserva junto, ou pelo menos localize onde se compra antes de precisar. É o mesmo raciocínio de guardar um bico extra na gaveta. Máquina parada por semanas esperando uma peça pequena chegar é o pior tipo de prejuízo, porque é aquele que dava para evitar com dez minutos de planejamento.

Vale saber por que ele falha, porque isso muda como você encara o problema. O que está ali embaixo é um extensômetro, um sensorzinho que mede o quanto uma peça de metal se deformou. Ele funciona porque a mesa flexiona um tantinho quando o bico encosta, e essa flexão muda a resistência elétrica dele.

Só que flexionar metal é justamente o que produz fadiga. Cada nivelamento é um ciclo de dobra minúscula, ela nivela várias vezes por dia, e algumas centenas de horas depois isso soma dezenas de milhares de ciclos. Peça que trabalha por deformação tem vida contada em ciclos, mais ou menos como pastilha de freio. Encarar esse sensor como item de desgaste, e não como defeito de fabricação, é a leitura honesta — e é o que justifica comprar o reserva junto em vez de reclamar depois. O que eu cobraria da Elegoo não é que ele dure para sempre: é que a peça esteja disponível no Brasil no dia em que faltar.

Qual voltagem comprar: 127 V, 220 V ou bivolt?

Se a tomada da sua casa é 127 V e você está comprando essa máquina pelo ABS, vale ler esta seção inteira, porque a ficha do fabricante traz um número que assusta e que quase todo mundo interpreta errado. Eu inclusive.

Comecemos pela parte tranquila: a entrada dela aceita de 100 a 240 V. Não tem chave para virar, não tem transformador para comprar, não tem risco de queimar ligando na tomada errada. Nesse ponto você pode relaxar.

Agora o número que fica escondido no fim da ficha do fabricante. A mesa dela é aquecida direto da rede elétrica, e a potência declarada é bem diferente nas duas tensões:

Tensão Potência declarada pelo fabricante
220 V 1.100 W
110 V 350 W

Não é erro de digitação: a ficha técnica traz esses dois números, e eles são coerentes com a física de uma resistência ligada direto na tomada. Repare que a ficha mede em 110 V, e a tomada brasileira é de 127 V, então aqui ela entrega mais que esses 350 W. Quanto exatamente depende de qual mesa vem na máquina, e eu não tenho esse dado conferido, então prefiro não inventar número.

A consequência prática é tempo, e só tempo: em 127 V a mesa demora bem mais para chegar aos 110 °C que o ABS pede, e a câmara, que esquenta por causa dela, leva mais para saturar. Onde tem 220 V, uns 15 a 20 minutos de aquecimento antes de começar costumam bastar; em tensão baixa, conte com mais.

O destino, esse, é o mesmo. A ficha declara os mesmos 110 °C de mesa para a faixa inteira de 100 a 240 V, e a câmara chega no mesmo patamar dos dois lados, em torno de 40 a 50 °C. Manter quente custa muito menos que esquentar: depois que a mesa chega lá, ela só repõe o calor que vaza, e isso sobra em qualquer tomada. Potência alta é pressa, não é teto.

Minha recomendação, então: se você tem 220 V à mão, use, porque espera menos. Se a sua casa é 127 V, siga tranquilo e só programe o aquecimento antes de mandar a peça de ABS. Não vale chamar eletricista por causa disso.

A trava real do ABS nesta máquina não é a tomada, é a câmara não ser aquecida. O calor vem da mesa e do próprio trabalho, e para na casa dos 40 a 50 °C nas duas tensões. Resolve a maioria das peças, e é em peça grande e chapada que o empenamento aparece de qualquer jeito. Quem testou a máquina relata exatamente isso: peça retangular grande de ABS empenando, e a única saída sendo adesão extrema ou câmara aquecida de verdade.

Meia tensão não dá meia potência, dá um quarto — e mesmo assim a mesa chega lá

A primeira parte é conta de escola técnica e vale para qualquer resistência ligada direto na tomada: a potência é a tensão ao quadrado dividida pela resistência. Como a resistência da mesa é a mesma nos dois casos, metade da tensão corta a potência para perto de um quarto. É daí que sai a assimetria da tabela, e ela é real. A segunda parte é onde a intuição trai quase todo mundo: menos potência não quer dizer menos temperatura. A temperatura final é um empate entre o calor que entra e o que vaza, então enquanto a potência disponível for maior que a perda no alvo, a mesa chega ao alvo, só que mais devagar. Potência é a aceleração do carro, não a velocidade máxima. Repare também no contraste com as máquinas que usam mesa de 24 V alimentada por fonte: naquelas a potência se mantém e o que muda é a corrente que entra pela tomada. Aqui é o oposto, e é uma boa notícia disfarçada de má: em tensão baixa ela puxa menos corrente da sua instalação, cerca de 2,8 A na mesa contra 5 A em 220 V, ou seja, esse lado não é problema. Ainda assim, em qualquer das duas, ligue direto numa tomada boa e esqueça extensão fina e adaptador de três saídas: 1.000 W passando por um cabo de R$ 15 enrolado atrás do móvel é como começa a maioria dos incêndios elétricos de casa.

Centauri Carbon ou Bambu Lab A1?

Essa é a comparação que quase todo mundo faz antes de decidir, e ela é mais fácil de resolver do que parece, porque as duas máquinas não disputam o mesmo trabalho.

A Bambu Lab A1 é aberta, custa perto de R$ 1.000 menos, tem o software e a comunidade mais maduros do mercado, avisa no seu celular quando a peça acaba e aceita um acessório que imprime até quatro cores. Em facilidade e em conveniência ela ganha, e não é por pouco.

A Centauri Carbon ganha em uma coisa só, e essa coisa é decisiva para quem precisa dela: material. ABS, ASA e compostos com fibra saem dela direto da caixa, e na A1 pedem adaptação que funciona às vezes, que é o mesmo que dizer que não dá para confiar.

Como eu resolveria isso na sua frente: se você não consegue nomear agora uma peça sua que precise de ABS ou de ASA, compre a A1 e não pense mais nisso. Você vai imprimir PLA e PETG por meses, com menos atrito e mais barato. Se você já sabe por que quer o plástico duro, uma peça para o carro, algo que vai ficar no sol, uma engrenagem que esquenta, aí a Centauri Carbon é a compra certa e a A1 vai te frustrar.

Existe uma terceira saída, que é subir para a Bambu Lab P1S, fechada como esta e com o histórico de durabilidade mais longo do nosso ranking, por cerca de R$ 1.500 acima. Se o seu caso é produzir a mesma peça técnica muitas vezes, vale olhar. Você encontra as duas lado a lado, com nota e preço, no ranking das 7 melhores impressoras 3D.

Quanto custa uma Elegoo Centauri Carbon, e quanto custa usar

A impressora 3D Elegoo Centauri Carbon sai entre R$ 3.900 e R$ 4.600 em julho de 2026, e a diferença entre os vendedores é grande o suficiente para valer meia hora de pesquisa antes de fechar. Vale checar dois ou três anúncios em vez de comprar no primeiro.

Agora repare no que esse preço significa, porque é o argumento inteiro dela. Máquina fechada com essa mesa era item de categoria bem mais alta até pouco tempo atrás, e hoje ela custa o mesmo que uma boa máquina aberta desta lista, aquela que imprime quatro cores de fábrica. Ou seja, o dinheiro é o mesmo e a escolha passou a ser sobre o que você quer: cor, ou material técnico. Ter empurrado essa decisão para dentro da mesma faixa de preço é o que a categoria inteira ganhou com ela.

O dia a dia dela é mais barato do que as pessoas imaginam, com um detalhe que as outras máquinas não têm.

No filamento, a conta engana a favor: peça impressa é quase toda oca por dentro, então um rolo de 1 kg rende muito mais do que o peso sugere. ABS custa parecido com PLA. O que pesa é a fibra de carbono, que sai perto do dobro — vale lembrar disso antes de decidir que vai imprimir tudo em fibra só porque a máquina aceita.

Energia. Aqui ela pesa mais que as abertas, e é honesto avisar. Aquela mesa de até 1.100 W em 220 V trabalha bastante no começo de cada impressão, e em ABS ela fica alta o tempo todo, com a câmara fechada segurando o calor. Não chega a assustar na conta de luz de quem imprime de vez em quando, mas se você imprimir muitas horas por semana em ABS, vai enxergar a diferença. Em PLA, com a mesa em temperatura baixa, o consumo dela se parece com o de um computador de mesa.

Manutenção. Bico, correia, a chapa onde a peça gruda e, no caso dela, o sensor de nivelamento. São peças baratas e você não troca com frequência. Guardar um bico e um sensor de reserva desde o começo custa pouco e te poupa semanas de máquina parada esperando encomenda.

Para quem a Elegoo Centauri Carbon não serve

A lista do que desaconselha essa máquina é grande, e ignorá-la é como se compra errado aqui.

Se você quer peça colorida. Ela imprime uma cor por vez e não tem acessório para mudar isso. Quem quer cor tem duas saídas melhores, e a primeira custa praticamente o mesmo que ela: a Flashforge AD5X, que já vem com quatro cores de fábrica. A outra é a A1 com o acessório de troca, que sai mais caro, e em troca vem com o software mais maduro do mercado.

Se você não sabe dizer por que precisa de ABS. É o erro mais caro que se comete com ela. Você paga pela câmara fechada, imprime PLA por seis meses e teria sido mais feliz com uma aberta mais barata e com software melhor.

Se você quer a experiência mais lisa possível. O programa que prepara o arquivo é menos maduro que o da concorrência, não existe aplicativo de celular e há o sensor que vai pedir troca. Nada disso é impeditivo para quem gosta de mexer, e tudo isso irrita quem só quer apertar um botão.

Se o plano é peça grande e chapada de ABS sem nenhum empenamento. A câmara dela não é aquecida: o ar fica na casa dos 40 a 50 °C, o que resolve a maioria das peças e não resolve a placa larga. Isso independe da sua tomada, e é o ponto que mais me faria hesitar antes de recomendar essa máquina para quem compra pensando em ABS.

As sete estão lado a lado, com nota e preço, no ranking das melhores impressoras 3D.

Perguntas frequentes

Elegoo Centauri Carbon é boa? É, e o ponto forte dela é bem específico: ela vem fechada de fábrica, então imprime ABS, ASA e filamento com fibra de carbono sem adaptação nenhuma. Quem migrou de uma Creality Ender relata que a peça passou a grudar na mesa como deveria e que a calibração funciona sem briga. Recebeu 9,0 na nossa avaliação.

Qual impressora 3D imprime em fibra de carbono? Qualquer uma que tenha bico resistente ao desgaste e que segure o calor em volta da peça. A Centauri Carbon já sai de fábrica com o bico de aço e a câmara fechada, e é isso que o nome dela quer dizer. Filamento com fibra é abrasivo: em bico de latão comum ele desgasta o furo em poucos rolos.

Qual a diferença entre a Centauri Carbon e a Centauri Carbon 2? São duas máquinas. A Centauri Carbon imprime em uma cor por vez. A Centauri Carbon 2 é a sucessora e tem um sistema próprio de troca de cores, o CANVAS, que faz peça de até quatro cores. Esta análise é da primeira, que continua sendo vendida e custa menos.

Quanto custa uma Elegoo Centauri Carbon? Entre R$ 3.900 e R$ 4.600 em julho de 2026, dependendo do vendedor. É o menor preço em que se encontra uma máquina fechada com esse tamanho de mesa hoje no Brasil, e é o mesmo dinheiro que custa uma boa máquina aberta.

A impressora 3D Elegoo Centauri Carbon vale a pena? Vale se você vai imprimir ABS, ASA ou filamento com fibra de carbono, porque ela é a máquina fechada mais em conta do mercado brasileiro em 2026. Não vale se o seu plano é imprimir PLA colorido: nesse caso você paga pela câmara fechada e não usa. Ela imprime em uma cor por vez.

Compre pelo material, nunca pela ficha

A impressora 3D Elegoo Centauri Carbon faz uma coisa que ninguém na faixa dela faz, e cobra por isso em software imaturo, num sensor que você vai trocar e na falta de conveniências que a concorrência já tem. Comparada linha a linha na ficha, ela perde. Comparada pelo trabalho que você vai dar a ela, ganha sozinha — desde que esse trabalho envolva plástico duro.

Então o teste é esse, e cabe numa pergunta: você consegue nomear agora uma peça sua que precise de ABS, de ASA ou de fibra? Se consegue, compre com confiança e já deixe um sensor de reserva na gaveta. Se não consegue, você vai pagar pela câmara fechada e imprimir PLA dentro dela por seis meses, e a A1 vai te fazer mais feliz por menos dinheiro.


Como esta análise foi feita. O método aqui é curadoria de experiência real: eu leio dono. Gente que comprou, usou meses e voltou na comunidade para contar como foi, inclusive o que deu errado. Nesta análise foram 19 relatos de uma comunidade brasileira de donos e 74 avaliações de compradores verificados, e o filtro é sempre o mesmo: o que se repete em fontes diferentes vale como sinal, o que apareceu uma vez só fica registrado com ressalva. As especificações elétricas vêm da ficha do fabricante e de um levantamento independente, os preços de checagem manual nos anúncios, com data. Como avaliamos

Quem escreveu. Isaias Ramos, técnico eletrotécnico. Minha parte é traduzir o que dono relata com leitura técnica de quem trabalha com máquina e eletricidade.